terça-feira, 22 de março de 2022



 Poema sem nome


Outono querido

Momento doído

Teus ventos me despem

De folhas diversas

Aquelas secas inúteis

E as de cores fúteis

Me despem teus ventos

Roubam-me a alma

Fazem-me estéril.

Estação preferida

Por que tão doída?

Aos meus pés as vejo caídas

Inúteis e fúteis medidas

Que alimentarão certamente

Minhas raízes crescidas.      

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  Poema sem nome Outono querido Momento doído Teus ventos me despem De folhas diversas Aquelas secas inúteis E as de cores fúteis Me despem ...