Poema sem nome
Outono querido
Momento doídoTeus ventos me despem
De folhas diversas
Aquelas secas inúteis
E as de cores fúteis
Me despem teus ventos
Roubam-me a alma
Fazem-me estéril.
Estação preferida
Por que tão doída?
Aos meus pés as vejo caídas
Inúteis e fúteis medidas
Que alimentarão certamente
Minhas raízes crescidas.

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